A elaboração de cálculos trabalhistas surgiu da minha própria demanda como advogado. Eu precisava apurar os valores dos processos em que eu atuava. Com o passar do tempo, percebi que essa habilidade (ouço muito a frase: “Advogado não sabe fazer contas…”) poderia ser uma nova oportunidade profissional, e foi assim que eu entrei para o mundo dos cálculos.
Tive a felicidade de aprender muito sobre cálculos trabalhistas (e, mais recentemente, sobre o marketing que é necessário fazer sobre eles) com o pessoal da Milhorin. O Fred e o Mário são experts nessas áreas.
Com o início da prestação de serviços de assistência técnica a colegas advogados(as), passei a perceber que muitos deles não davam (e ainda continuam não dando) muita importância ao que os cálculos de liquidação de sentença representam nos processos em que atuam.
É muito comum (eu já passei por isso) aquela euforia quando é proferida uma sentença de procedência de uma reclamatória trabalhista. No entanto, os(as) advogados(as) não sabem ou não querem contratar um(a) profissional que lhes dê todo o suporte necessário para extrair o máximo dessa sentença no interesse de seu cliente.
Reflexos não deferidos, critérios e parâmetros de cálculo ausentes, incompletos ou equivocados são alguns exemplos dos rumos que o futuro cumprimento de sentença pode tomar (maior valor a receber pelo reclamante ou menor valor a pagar pela reclamada).
Mas, quando um(a) advogado(a) consciente decide fazer uso desse serviço especializado em cálculos e contrata esse tipo de profissional, o(a) escolhido(a) passa a ter uma função e uma responsabilidade muito grandes: não deixar que todo aquele trabalho intelectual e esforço na coleta das melhores provas, que culminaram com a sentença de procedência, seja “jogado fora” com um cálculo mal elaborado.
Pressa, desatenção ou indiferença não podem fazer parte das ações e das intenções de um(a) calculista. Uma sentença mal interpretada e/ou um cálculo mal elaborado pode custar milhares de reais à parte do processo que contratou esse profissional.
Errar faz parte da essência do ser humano e acontece quando se está calculando. No entanto, esse equívoco não pode ser motivado pela simples necessidade de passar para o próximo cálculo.
O sucesso ou o fracasso de um processo trabalhista passa pelas mãos dos calculistas que nele atuam. Seja responsável.
